PISA: escolas técnicas paulistas operam em padrão internacional — e superam Japão, Singapura, Finlândia e Coreia do Sul, líderes globais em educação.
Se os cerca de 200 mil alunos das Etecs de São Paulo formassem um país, seus resultados educacionais estariam no patamar de muitas nações da OCDE — e, em vários casos, acima de referências mundiais.
Os dados mostram um cenário muito forte:
Em Leitura, a média das Etecs é 515 pontos.
A média da OCDE é 476. A média brasileira é 410.
27 Escolas Técnicas aparecem entre as 40 melhores posições do mundo.
Três unidades registram desempenho superior ao de Singapura, líder global. Outras 17 superam o Japão.
Em Matemática, a média das Etecs é 472 — exatamente no nível da OCDE — e bem acima da média brasileira, de 379.
Onze unidades estão entre as 30 melhores posições internacionais. A Etesp, por exemplo, supera Japão e Coreia do Sul.
Em Ciências, as Etecs alcançam média 479, muito próxima da OCDE (485) e acima da média do Brasil (403). São 14 escolas entre as 40 melhores colocações globais.
Quando fui Reitor do ITA, era frequente ver alunos de escolas técnicas de São Paulo entre os aprovados no vestibular — reconhecidamente um dos mais exigentes do país.
Educação técnica de qualidade transforma trajetórias individuais e fortalece a base científica e tecnológica do Brasil.
Texto Escrito pelo Ex-Reitor do ITA
PROF. ANDERSON CORREIA